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Edição de 02-02-2018
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SECÇÃO: Opinião

Fernando Rosas e o Apartheid em Angola

O autor e coordenador do blog «tempo caminhado», Armando Palavras, em 9 de Novembro, escreveu: «Fernando Rosas anda por aí a fazer uma série de programas sobre a África Portuguesa.

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Num desses episódios, sintetiza a história da Diamang e afirma (quase categoricamente) que em Angola houve Apartheid! É uma paranoia dessa malta que pertence a essas minúsculas “seitas” vermelhuscas. Como o dr. Cunhal, diria: olhe que não dr., olhe que não. Nem em Angola nem em nenhuma província da então África Portuguesa.
Barroso da Fonte comentou os nossos comentários que agora publicamos como artigo de página central, porque vem mesmo a propósito. Barroso da Fonte, um dos maiores autores vivos transmontanos, alicerçou o seu comentário naquilo que mais de perto conheceu. Seguem algumas fotos e comentários de B. da F. a contrapor à asquerosa teoria do dr. Rosas».
«Aplaudo com pés e mãos os comentários do Doutor Armando Palavras. Este esteve lá, porque lá nasceu e se criou. Por causa do Fernando Rosas que não foi lá para conhecer primeiro a realidade e falar depois. Rosas perdeu dois zero:
a) Armando Palavras fez-se homem à sua custa. É a experiência dessa aprendizagem testemunhada pelas fotos com que ilustra a discordância contra Rosas. E tem obrigação de saber que cada uma dessas fotos vale mais do que mil palavras.
b) Fernando Rosas fez idêntico percurso, (académico) cá no «puto» numa universidade pública, à custa dos meus impostos, enquanto eu que também lá fui, tive de fazer depois,à minha custa, o que ele fez à custa de nós todos. Teve tempo e sossego para fazer o que bem quis. Se conhecesse a realidade não engolia, agora, este entulho que a Celeste Pitta-groz, o Armando Palavras, eu e milhares que comigo lá foram para lhe dizer que a sua «teoria sem prática é um carro sem eixo». Era bom que dissesse quanto foi ganhar por esse passeio turístico a Angola, porque não penetrou em Nambuangongo, Mata Sanga ou Pedra Verde, limitando-se a ser filmado junto de uma sanzala dos arredores do hotel, onde pernoitou. Se contasse o que viu não teria mentido com todos os dentes, talvez postiços. Acaso viu ou fotografou as provas do Apartheid Angolano? Era isso o que deveria mostrar se, para ele, a revolucionarite não falasse mais alto do que a realidade. Vá passear macacos...»
Nessa altura este tema abordado e alimentado pelas consultas ao «tempo caminhado», chegou a ter cerca de 12 mil consultas e chusmas de comentários.
Volvidos cerca de dois meses, um desses comentadores que usa o apelido de Unknown, deixou um comentário sobre Fernando Rosas e os retornados. Vale a pena ler esta explicação: «nasci em Nampula, Moçambique, em 68 , vim para Portugal em 75, onde me foi retirada (a mim e a muitas crianças na mesma situação) a nacionalidade Moçambicana para poder ir à escola e ter cuidados de saúde pois a água do poço que bebia me causava lombrigas. Fui alvo de racismo por parte das crianças brancas que não me deixavam jogar à bola e mandavam ir explorar os pretos para a minha terra, sem sequer sonharem que os pretos eram os meus melhores amigos. Éramos apontados como retornados pois as únicas roupas que usávamos eram do IARN.
Trinta e quatro anos depois regresso a Moçambique e faço uma viagem de 10.000 km de Jeep para voltar a ver a minha terra amada, onde conheço um juiz negro que me diz :
«vocês, Portugueses, fizeram a melhor colonização e a pior descolonização
Entretanto surge este final de texto do autor do blog: «43 anos depois vejo o Dr. Fernando Rosas, na RTP, ainda a destilar Ódio contra os " “retornados".
Num tempo em que abundam os blogues e mingam os jornais, onde, desde há 65 anos, porfiadamente, exprimi aquilo que não consigo silenciar, deparo-me, com inverdades que incendeiam os povos e contaminam as consciências mais vulneráveis. Fernando Rosas é um dos intelectuais Portugueses que escreveu e ensinou muita gente jovem. Mas sempre a descambar para o lado pior da história em que quis brilhar. Ouviu mas não viu. Não esteve lá. Foi um teórico das ideias alheias e não dos factos que desvirtua para ser diferente. O estrabismo mental só pode conduzir aos acidentes em cadeia.

Por Barroso da Fonte, Dr.

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