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Edição de 22-09-2017
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Arquivo: Edição de 04-08-2017

SECÇÃO: Entrevistas

- C.S.R.C Vilar de Maçada -
O Processo de Institucionalização na visão de um Utente

José Rodrigues nasceu a 14/09/1933. É casado e não tem filhos. É natural de Castedo, concelho de Alijó. Exerceu a profissão de Polícia de Segurança Pública.
Está desde maio de 2015 no ERPI-Quartos em Vilar de Maçada, juntamente com a esposa.
Aplicámos-lhe uma entrevista oral com o intuito de se compreenderem as diversas visões que ocorrem antes/após a institucionalização.

- O que achava que era um Lar?
Achava que havia um conjunto de pessoas de certas categorias e com uma idade em que não podiam trabalhar e com dificuldades. Essas pessoas viviam sós e a vinda para o Lar fazia que se tornassem numa família, onde se convivesse em harmonia e que fossem bem tratados pelas pessoas que olham por quem precisa, e também, que houvesse amizade e respeito mútuo.

- A sua opinião alterou após a institucionalização?
A minha opinião alterou porque noto que não era bem isso que eu pensava e há coisas que temos que respeitar e é assim mesmo. Não há tanto o espírito de família porque há quem vá para a cama cedo e chega a uma certa hora que a sala fica sem ninguém.

- O que gosta da instituição?
Gosto das pessoas com quem vivo; procuro criar amizades e não inimizades; ajudo quando se precisa; gosto de estar com a minha esposa; gosto de ir ao café para sair fora da rotina diária e de ver mais pessoas.

- O que não gosta da instituição?
Não gosto de ver as pessoas mais paradas e a dormitarem nos seus cadeirões.

- Há quanto tempo está cá? Porquê?
Fez dois anos em maio. Vim por causa de a minha esposa necessitar de apoio e também por estarmos sozinhos. Assim, recebemos mais ajuda quando necessitamos.

- Fale-nos da sua rotina diária.
Leio, converso, vejo televisão, vou ao café após o almoço, participo nas atividades e faço as refeições.

- Por fim, como correu a sua adaptação cá?
Normal, foi regular. No princípio havia mais movimento das pessoas porque havia quem se podia deslocar. Agora são mais dependentes e dão mais trabalho às funcionárias. Se as pessoas tivessem as possibilidades de andar seria menos trabalho. Gostei de vir para cá, apesar de a minha mulher estar noutras condições que eu e não me poder fazer companhia necessitando de mais cuidado.

Obrigado Sr. José pelo seu testemunho!
A Direção do C.S.R.C Vilar de Maçada

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