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Arquivo: Edição de 22-06-2012

SECÇÃO: Opinião

COMO SE VÊ, O BISPO NÃO TINHA RAZÃO

Está agora bem à vista a razão que me assistiu ao escrever o meu texto de há dias, INJUSTO, onde mostrei que a comparação entre Pedro Passos Coelho e Salazar, feita por D. Januário Torgal Ferreira, havia sido injusta, embora para com Salazar.

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E por esta razão simples: Salazar foi um estadista, que se tornou a referência histórica central da II República, independentemente dos que dele gostaram e dos que o odiaram.
Em contrapartida, Pedro Passos Coelho é um político de simples passagem, que só deixará marcas no seio da nossa sociedade com um fortíssimo desagrado. Quase com toda a certeza, deixará o exercício do poder em pouco tempo, mas não deixará boas recordações.
Pois, se dúvidas ainda existissem, aí está o empréstimo europeu a Espanha, até um máximo de cem mil milhões de euros, e em condições melhores que as do mercado. Uma realidade por cujo conteúdo geral de há muito vinha a Grécia protestando, sendo que agora, já perante o que se conhece de Espanha, num ápice a Irlanda se determinou a pedir condições idênticas e com efeitos retroativos.
Ao invés, à saída da cerimónia de hoje no Centro Cultural de Belém, de pronto o Primeiro-Ministro se mostrou resignado com este tratamento europeu de países de primeira – a Espanha – e de segunda – Portugal, Grécia e Irlanda – ou seja, uma atitude diametralmente oposta à de Salazar há umas boas décadas.
A grande diferença está nisto: com Salazar, Portugal entrou para a OTAN, embora com Franco a Espanha tenha ficado de fora.
Se fosse hoje, como D. Januário pode agora observar à saciedade, a atitude e a consequência seriam as contrárias. E sempre bem comportados perante quem nos secundariza num espaço mal construído, pessimamente gerido, e onde existem Estados de primeira e de segunda, assim os seus líderes aceitem, como bons alunos, esta mesma dicotomia.
Ou seja e em resumo: não teve razão D. Januário Torgal Ferreira, porque Salazar era um estadista, e que marcou a História de Portugal por cerca de meio século, ao passo que Pedro Passos Coelho é um simples político eleito pelas refregas da vida interna do seu partido. Se tivesse apoiado patrioticamente o PEC IV, teria sido posto fora da liderança do seu PSD, embora nós não estivéssemos a passar os terríveis momentos atuais.
A diferença entre Salazar e Pedro Passos Coelho é um abismo.

Por Hélio Bernardo Lopes, Dr.

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