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Arquivo: Edição de 25-05-2012

SECÇÃO: Opinião

Vergonhas nacionais

O período semanal que acabámos de viver até ao último fim de semana teve alguns aspetos que justificavam uma profunda reflexão, mas vou valorizar apenas dois deles, por considerar que são os mais emergentes.
O primeiro está diretamente ligado à economia portuguesa e à forma como nos transmitem as notícias, nos apresentam os números estatísticos e, muitas vezes, falseiam os dados, para o portuguesinho ficar iludido.
A segunda apresentação prende-se com o aspeto social e jurídico de alguns cidadãos, que foram ou são políticos, com a vontade convicta de tirar proveitos diretos disso.
As TVs apresentaram-nos uns gráficos onde davam a entender que o PIB caíra apenas 0,1% neste 1º trimestre, considerando o mesmo período precedente do ano findo. Observado o gráfico fica a clara ideia que estamos a recuperar e que a economia vai de vento em popa.
Afinal, não é verdadeiro o material apresentado, já que a queda real do PIB é de -1,4%, que resulta do registo do trimestre anterior (-1,3%), mais o agravamento no trimestre deste ano (-0,1%). Desta forma não se manipulariam os números, nem se criava a expectativa e o otimismo, com números e interpretações falaciosos. Não há melhoria no desempenho da economia, pois continua negativo o registo, e o PIB continua a preocupar-nos com as quedas sucessivas. Ainda não conseguiram descortinar maneira de alcançar tal desiderato, muito embora tenhamos pensadores de alto gabarito no governo.
As notícias que nos vão chegando falam em influências governamentais para calar a imprensa, por parte de um ministro, para já, e não sei se nesta situação não haverá uma orientação no alinhamento do pensamento estatístico. Ficam-nos as dúvidas, por este embuste . . .
“Onde há fumo, há fogo”, diz o nosso povo e os casos que vão surgindo pela mão de alguma imprensa (mas não de toda) não abonam em benefício do governo. Parece-nos que há um ministro que até dá o número do telemóvel a um outro que conhece mal; consegue ter comunicações bizarras com um agente secreto; denota ter alguma intimidade com a Ongoing (holding que agrega interesses nos sectores das telecomunicações, dos “media” e da tecnologia), bem como com dirigentes das Secretas. Tudo isto terá o seu proveito, por certo, com interesse direto para a governação.
Nos “finalmentes”, ficamos a saber que não era só o Sócrates a mover influência governamental sobre o imprensa, como tantos escreveram e disseram. Vamos ver, se neste caso, os cáusticos apontam as suas baterias para os prevaricadores.
São os tecnocratas na defesa do liberalismo, só que é corrosivo!
Um outro aspeto que nos envergonha é a forma ignóbil e imoral como políticos têm vindo a proceder, servindo-se dos cargos ou dos conhecimentos, em plena democracia, para atingir os seus fins económicos.
O BPN foi o panela para cozinhar todo o movimento de dinheiros sem deixar rasto, para permitir o branqueamento de capitais e, em última instância, para se ligarem a redes internacionais, com o fim de fazerem aplicações de fortunas nacionais (alcançadas de forma obscura), conseguindo, inclusive, fugir ao fisco, o que prejudica o país, pela ausência dos impostos sobre os capitais.
Foi aquele Banco nacionalizado (mal, segundo a opinião de alguns), para gáudio de uns tantos e sofrimento de outros, ficando o suporte financeiro por conta do Estado, logo, dependente dos impostos dos portugueses. Estamos em recessão e em crise, com impostos incomensuráveis, que arrastam para a falência uma anormalidade de pequenas e médias empresas, tudo por causa desses erros de trajetória governamental e do saque de uns tantos sanguessugas, que arruinaram a estrutura bancária. Não fora o injetar financeiro que os dois governos fizeram na instituição bancária e os cofres do Estado estariam mais recheados e não veríamos uma austeridade tão exagerada e desumanizada.
Enquanto isso, os infratores do Banco continuam a andar à solta, comendo e bebendo à rico e à francesa, enquanto os pagantes apertam os cintos, pelo cerco que lhes fazem.
Esses senhores políticos deixam de ser ministros ou outra função política qualquer e as suas vidas passam a ser um paraíso fiscal, com as remunerações que auferem nas empresas que lhes arranjam, algumas delas públicas. Não é conhecido nenhum caso de um ex-governante que ficasse desempregado ou que tivesse que mendigar um trabalhito. Vem-lhes cair tudo à mão!
A Bíblia deles é o enriquecimento, nem que seja ilícito!
As empresas dos pequeninos fecham e mandam para o desemprego uma enormidade de gente anónima, que labuta, diariamente, para o sustento dos seus, com horários deveras penosos. Os bem-aventurados políticos nada sofrem, nem sacrifícios têm, pois as mordomias são elevadas e os portuguesinhos que se aguentem, “custe o que custar”, como disse o chefe.
Vamos esperar para ver se se atrevem a levá-los a tribunal ou, caso isso aconteça, se não deixarão prescrever todo o processo . . .

Por Adérito Rodrigues, Prof.

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