O Semanário de Trás-os-Montes e por excelência da Região Demarcada do Douro
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Edição de 21-11-2014
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Arquivo: Edição de 25-05-2012

SECÇÃO: Opinião

Rio abaixo! Rio acima!

Podia repetir, Dr. Cascarejo? Mas devagarinho

O Museu do Pão e do Vinho de Favaios, não tem ordem legal para abrir, em virtude da recente lei que não permite às autarquias realizarem despesas sem que tenham garantidas receitas nos 3 meses seguintes.
Posto isto, vejamos a justificação que o Dr. Artur Cascarejo deu, à RTP: “Porque há um conjunto de procedimentos que têm a ver com o equipamento, a parte museológica, informática, com o miolo do edifício, que está acabado. Exigia-se assumir contratos e compromissos, e isso cria-nos uma dificuldade acrescida, e muitas vezes não é não ter a verba, é não ter os mecanismos jurídicos e burocráticos para poder disponibilizar a verba, no sentido de concluir o que até já estava comprometido.”
Será que o Sr. Presidente podia repetir, mas mais devagar, muito devagarinho, porque somos de compreensão lenta e temos dificuldade em decifrar eloquências desta estatura.

A barragem do Tua vai continuar?

Apesar dos sucessivos avisos da UNESCO, que culminaram a semana passada com um ultimato que vai ordenar a sua paragem imediata e uma reanálise de todo o projeto, será que a obra da Barragem do Tua vai parar?
Estou certo que não. As forças a quem interessa esta negociata imensa e medonha, não vão deixar. Essas forças já derrubaram um Secretário de Estado, já intervieram na legislação, já ameaçaram com a questão das rendas, e não há quem tenha mão neles.
Um Governo fraco, um Estado moribundo, um país entregue aos bichos, e eles fazem o que querem.
O pior foi dar-lhes corda ao longo destes anos. Tanta corda que irão em frente. Porque se estão pouco importando para o Douro Vinhateiro, para a paisagem e para a destruição do património. O negócio deles é energia, rendas e muitos milhões sacados aos consumidores. Que lhes interessa o Tua?
E depois, com as vassalagens do clube de responsáveis regionais, também interessados nas mordomias prometidas pela EDP, mais aventureiros se tornam.
O Douro Património Mundial, já era. A Barragem do Tua vai em frente.
O crime compensa.

Serão estas Câmaras, portuguesas?

Não eram, decerto, Câmaras Municipais portuguesas. Pelo menos foi o que pensei quando li a notícia de que a Câmara de Stª Marta de Penaguião paga aos seus fornecedores a 8 dias, e a de S. João da Pesqueira, a 10. Mas depois, quando confirmei a notícia, fiquei a pensar na excecionalidade da situação.
Ter as contas à feição de cumprir atempadamente com os seus compromissos, é uma obrigação, um exemplo, que deve partir do Estado. Contudo, toda a gente sabe como é. E o pior exemplo é do Governo Central. Por isso, esta exceção que deveria ser a regra, nos espanta e congratula. Tanto mais que é um exemplo de cá. Cá, onde os maus exemplos de comportamento indevido por parte do Estado, não nos obrigaria a ter especial zelo nestas coisas.
Decerto que as duas Câmaras citadas, não terão nenhum prémio por este correto comportamento. Mas terão, certamente, o agradecimento de quem trabalha e quer ser remunerado a tempo.
E isso, para gente honesta, é quanto basta.

Estudantes e idosos

A UTAD vai implementar um programa que permite resolver o problema do alojamento estudantil, ao mesmo tempo que ajuda a solucionar outro problema: a solidão em que vivem muitos idosos.
Assim, e a exemplo do que já é praticado no Porto e em Aveiro, os estudantes ficarão alojados em casas de idosos.
Trata-se de uma boa opção, mas que não esconde um problema muito mais grave que é a do alojamento académico. Continuo a não entender porque se construíram universidades e, especialmente, pólos escolares superiores, sem garantir os equipamentos acessórios, entre eles, o alojamento. Quem conhece, por exemplo, os países nórdicos, conhece também os chamados “Campus Universitários”, situados fora das cidades, em zonas sossegadas, com todos os equipamentos necessários (edifícios de alojamento, cantinas, ginásios, piscina, etc.). E a sua gestão é de tal forma rigorosa e séria, englobando uma forte componente de cooperação do estudante, que são estruturas baratas. É assim que se faz quando se aposta a sério na educação.
Porque a Educação não deve ser uma forma de negócio. E muito menos de especulação imobiliária, que é o que acontece ao redor das universidades.
Mas em Portugal, tudo serve para se negociar. Depois, quando os tempos virão do avesso, há que remendar. Esta solução, é de louvar, sem dúvida, mas é uma consequência da péssima forma como fazemos as coisas por cá.

Estamos aqui, estamos no tempo do rádio de pilhas!

Foi de tal forma desastrosa a criação da TDT (Televisão Digital Terrestre), que há por este Trás-os-Montes e Douro, muita aldeia que tem que se contentar com a rádio. Televisão, só paga aos operadores por satélite ou cabo.
A ANACOM garante que reforçou o sinal. Mas só se for o sinal menos. Toda a gente que sabia da poda, avisou que isto ia dar raia. Mas de que adiantou? O destino da TV estava traçado e não houve no Governo uma alma (mesmo penada) que resolvesse adiar o processo e verificar se, com o apagão, não havia prejudicados. Qual quê? Corta-se o sinal e quem quiser tê-lo, que pague!
Uma vergonha! Um abuso!
Retrocedemos. Não tarda, só a rádio. E de pilhas, porque pelo preço que está a eletricidade, um dia destes não há dinheiro para sustentar a pançuda EDP e os comensais que se arregimentam à sua volta.

Amigos, amigos, negócios à parte

Não há que tugir nem mugir. As coisas são como são. O Brasil vai implementar medidas protecionistas do seu setor agrícola, que penaliza as importações deste tipo de géneros, incluindo o Vinho do Porto.
Em termos legais ou de convénios internacionais, não há nada a fazer. O Brasil pode fazer, nesta matéria, o que entender. A exportação de Vinho do Porto para aquele país vai ser afetada.
Há a solução diplomática, negocial, porque há produtos brasileiros que querem cá entrar, ou já entraram, há a língua em comum, o intercâmbio de emigrantes, e há também o facto de ambos os países se considerarem como irmãos. Mas não tenho fé que estas razões sentimentais tenham algum peso nas decisões que se vierem a tomar. O Brasil está com um crescimento económico imparável e, nos próximos anos, não se espera que tenha muitas contemplações. Há outras soluções, internas, de competitividade e agressividade comercial. Já devíamos ter-nos habituado a conviver com este mundo.
Amigos, amigos, irmãos, irmãos, mas negócios à parte. A sabedoria popular, é que sabe.

Chineses gostam do azeite transmontano

Como exemplo do que referi no apontamento anterior, aqui estão dois, vindos de Valpaços e Mirandela. Os seus azeites obtiveram várias medalhas, entre elas, uma de ouro, num concurso na China, onde estavam representados cerca de 20 países, entre os quais os principais produtores do mundo.
A China é um mercado potencial imenso. É um mundo de oportunidades de negócio. E se os chineses começarem a “encucar” que gostam de azeite português, não há volta a dar-lhe, porque da sua índole muito peculiar, constam estes amores a determinados produtos, que se transformam rapidamente em idolatria.
Não é só cá virem apresentarem-nos a fatura da luz. Também temos que lhes vender alguma coisa.
Sabe-se lá se ainda não vamos trocar vinho, azeite, amêndoas, cereja e carne barrosã, por eletricidade.
No mundo em que estamos, tudo é possível.

O que se passa na Madeira?

Algo de muito grave se passa na ilha da Madeira, porque há atos que a razão não explica, a decência não justifica e o respeito não entende.
Vejam lá: na Assembleia Legislativa da Madeira foi apresentado um voto de pesar pela morte do euro-deputado, Miguel Portas, da iniciativa do CDS. Na altura da votação, a maioria dos deputados do PSD, levantou-se e abandonou o hemiciclo, só lá ficando 10 que, mesmo assim, se abstiveram.
Que as coisas não vão bem por lá, já a gente sabe, agora que se descobriram os buracos que por lá se abriram. Mas daí a ter-se uma má educação deste calibre, e uma falta de respeito de bradar aos céus, vai uma diferença muito grande.
Que raio de justificação terão alegado estes senhores para tal atitude?
Será que esta gente andará mesmo bem da cabeça, ou é o nervoso por se lhes começar a acabar a chuchadeira a que se habituaram todos estes anos?
É que até o meu cão se senta quando passa um funeral!
E o meu cão nunca sabe quem vai na urna!

Justificação aos leitores

Têm-me chegado, via email, vários pedidos de divulgação de situações existentes na região que, a comprovarem-se, não são nada abonatórias para quem as pratica ou consente. Contudo, para as poder divulgar aqui, tenho que as comprovar, sendo situações muitas das vezes melindrosas, que nem sempre são fáceis de investigar. Por isso peço desculpa aos que me têm contactado com pedidos de divulgação e denúncia. Mas como certamente entenderão, tenho limitações (quer de tempo, quer de meios) para lhes poder dar seguimento.
Por estes motivos, aqui vai o meu pedido de desculpas e os meus agradecimentos a quem, deste modo, quer colaborar com a melhoria de tudo o que tem que ver com a região e me tem privilegiado com a sua atenção.

(escrito na tentativa de respeitar o novo AO, seja lá o que isso for)

Por Francisco Gouveia, Eng.º
gouveiafrancisco@hotmail.com

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