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Edição de 19-12-2014
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Arquivo: Edição de 20-04-2012

SECÇÃO: Opinião

O MAGNO PROBLEMA DA IMAGEM PRECIPITADA

Num destes dias recentes, tive a oportunidade de ler com gosto um texto de Rui Rangel, no diário em que semanalmente escreve, e que intitulou, O ERRO BOM E O ERRO MAU.
De pouco interessa agora o conteúdo do mesmo, que deverá certamente ter sido lido por muita gente. O que do mesmo retive e que me interessa aqui, foi a citação que o desembargador transcreveu de certas considerações de Frederico II, O Grande, Rei da Prússia: a trapaça, a má-fé e a duplicidade são, infelizmente, o caráter predominante da maioria dos homens que governam as nações. Palavras rigorosamente verdadeiras, a que eu acrescento hoje poderem ser estendidas também às mulheres.
Num ápice, sorri e disse para comigo e até em voz alta, de um modo deveras fácil, dado estar sozinho: este Rui Rangel sabe deitar mão da oportunidade. E, de facto, o juiz foi muitíssimo oportuno, ao deitar mão destas palavras de Frederico II, porque as mesmas se constituem numa estrutura verdadeiramente definitória da vida política e dos que à mesma se dedicam. Infelizmente, uma realidade hoje imensamente presente na vida da nossa sociedade.
Esta minha reação ficou a dever-se ao que há dias foi qualificado de lapso, depois daquele autêntico movimento de vai e vem opinativo em torno do regresso – não deverá vir a dar-se…– dos décimos terceiro e quarto meses. Mas a identificação foi para mim maior por via da mais recente explicação do Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, segundo a qual, repor os subsídios em 2014 poderia dar uma imagem precipitada de Portugal. Como é possível imaginar que alguém acredite num tal argumento?!!
Simplesmente, eu partilho – pensei sempre assim, como se sabe – da opinião ontem expendida por Francisco Louçã, que disse não acreditar em nada do que o Governo faz. É, aliás, uma opinião hoje bastamente generalizada por todo o nosso tecido social português, mormente por via da elementar comparação – seria difícil não ter percebido a realidade? – entre o que se foi ouvindo na campanha eleitoral, e o que desde que este Governo tomou posse se passou a ver e a sofrer. De resto, o deputado foi até mais certeiro, ao apontar o que já todos perceberam, ou seja, que o Governo se prepara para impor mais austeridade a seguir a 2013. Evidentemente!
Ora, no meio de tudo isto, também não deixa de continuar a causar espanto a completa inoperacionalidade do PS de António José Seguro, que se mostrou incapaz de se opor à conversa da maioria, em torno do Tratado Orçamental Europeu, mesmo depois do que até a Mário Soares foi possível ouvir.
Mas este comportamento do PS, quase ausente da realidade da vida do País, mostrando-se como um verdadeiro barco à deriva, foi mesmo ao ponto de que ninguém, na respetiva bancada parlamentar, se tivesse admirado com a nomeação de Fernando Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos, para também liderar a Associação Portuguesa de Bancos! É caso para perguntar: o PS de António José Seguro nada tem a dizer duma tal situação?!!
Por fim, uma referência às palavras do académico da Faculdade de Direito de Lisboa, Eduardo Paz Ferreira, num debate que teve lugar anteontem na TVI 24: nós já ultrapassámos a fase da secundarização da Constituição da República, porque se vivem já momentos de verdadeira ultrapassagem do próprio Estado de Direito. Uma objetiva realidade, com toda a tendência para se agigantar. E por onde anda o PS? Nem num buraco negro se mostraria tão invisível!

Por Hélio Bernardo Lopes, Dr.

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