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Edição de 01-08-2014
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Arquivo: Edição de 20-04-2012

SECÇÃO: Opinião

O oligopólio no comércio do Vinho do Porto e as marcas próprias

Antecedentes:
No Comércio
1. A massificação do consumo do Vinho do Porto, evidenciada pelo forte crescimento das suas vendas no decurso dos últimos 50 anos do século passado – passando de 45.000 pipas anuais, nos anos 50, para quase 160.000 na última década, não acompanhada pela abertura a novos mercados;

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2. As alterações verificadas no sector da distribuição alimentar europeia, fundindo o comércio por grosso (importadores e grossistas) e os retalhistas nas grandes superfícies;
3. O que conduziu ao surgimento de novas marcas dos distribuidores, em concorrência com as marcas próprias dos vendedores.
4. Esta nova realidade, gerando uma forte concorrência no consumo, fez diminuir drasticamente as margens de lucro dos distribuidores internacionais instalados em Portugal, dando origem aos primeiros abandonos por venda das suas empresas à concorrência existente.
5. Também estes dois aspectos – diminuição das margens de lucro e o desaparecimento daquele tipo de empresas – tiveram imediatamente reflexos na diminuição da promoção das marcas próprias nos mercados internacionais.
Na Produção
1. A política corporativista imposta ao sector no século passado, assegurando anualmente, por um lado, uma quantidade de produção cordata com a previsibilidade das vendas e, por outro, o escoamento de todos os excedentes produzidos, foi parcelarmente posta em causa com a adesão de Portugal à União Europeia;
2. Designadamente quanto à política de escoamentos que, finalmente, correspondia ao grande poder negocial da Produção, por imposição ao Comércio de um preço de venda mínimo.
3. A tentativa frustrada de, no momento da transição e por força dos escoamentos realizados, a Produção poder aceder directamente ao Comércio, assegurando um canal próprio de venda e travando a forte concentração que, no sector comercial, se assistia, a que o Governo de então (1992), pressionado pelo Comércio, colocou os maiores entraves, nomeadamente ao requerer judicialmente a nulidade do contrato que havia sido celebrado com a RCV, do qual viria a desistir 12 anos depois.
4. A obrigatoriedade legal, para o exercício da actividade de exportador, da detenção de um volume de stocks ligeiramente superior a duas vezes às vendas previstas, também serviu de tampão aos produtores no acesso ao mercado.
Para ambas as Profissões
Dado o crescimento das vendas evidenciado nesse período, ambas as Profissões silenciaram a ausência de alterações à organização do sector, apesar de necessárias devido à extinção do corporativismo e das medidas que vinham gerando ao longo dos anos o equilíbrio do Sector.
E, assim, chegamos à
Situação actual:
No Comércio, cinco empresas representam quase 80% das vendas do sector, enquanto a Produção (cerca de 30.000 lavradores) é representada por uma associação em situação de ruptura financeira e com fraquíssimo poder de intervenção na actividade económica afim.
Esta evidência desequilibra completamente as normais relações económicas que deveriam sustentar o sector, sendo também disso responsável o Governo de Portugal, pela ausência na tomada de decisões (apesar de consciente desta realidade – vidé declarações da actual Ministra da Agricultura à “Revista de Vinhos” em 10 de Janeiro de 2012) e pela sua representação (Presidência) em sede do Conselho Interprofissional do IVDP..
As vendas do sector vêm decrescendo, gerando:

continua no próximo número

Por António Mesquita Montes, Engº

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