O Semanário de Trás-os-Montes e por excelência da Região Demarcada do Douro
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Edição de 12-09-2014
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Arquivo: Edição de 20-04-2012

SECÇÃO: Opinião

Rio abaixo! Rio acima!

Maternidade Alfredo da Costa: agora já dói!

A Maternidade Alfredo da Costa vai encerrar, por entre protestos dos lisboetas, declarações de revoltados “notáveis”, e uma mediatização sem precedentes. Não ponho em causa a importância desta Maternidade (um dos meus filhos nasceu lá), e sei que é a melhor do país. Não é isso que está em causa. O que está em causa é que os lisboetas, apesar de ficaram sem uma maternidade, têm muitas alternativas, porque as competências dela vão passar para os muitos hospitais de que cidade dispõe. O que está em causa é que, quando aqui em Trás-os-Montes e Douro nos encerram as maternidades, e nos deixaram sem alternativa viável, quando no Alentejo mandaram as portuguesas ter filhos em Badajoz, ninguém se importou. Porque acham que por aqui somos uma cambada de parolos que até podem nascer nos aidos!
Agora, que a pesada mão do economicismo estatal se abateu sobre a capital, acordaram! Mas tarde e a más horas: o precedente começou aqui, no interior. Se na altura tivéssemos tido mais apoio de quem agora protesta porque o fogo lhe chegou a casa, talvez nenhum destes encerramentos se tivesses concretizado: o da Alfredo da Costa, e as de cá.
As crianças em Lisboa vão continuar a nascer em Maternidades, porque lá há nove. Aqui, as nossas crianças continuam a nascer nas ambulâncias dos bombeiros.

E o que lucra Trás-os-Montes?

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Recentes estudos provam que 25% (1/4) da energia elétrica do país é produzida em Trás-os-Montes e Douro.
Devassam-nos os cumes das serras com as ventoinhas das eólicas, alagam vales para as barragens, eliminam linhas-férreas e rede viária, criam diques a torto e a direito em tudo quanto é rio ou ribeiro, para produzir a tal energia de que o país precisa. E que lucra Trás-os-Montes e Douro com o sacrifício?
Pagam-nos o favor com o encerramento de hospitais, centros de saúde, tribunais, escolas, e ainda por cima ficam com as estradas a meio da construção.
É assim que o Poder nos trata: vem cá buscar o que temos, deixa um rasto de destruição atrás, e na volta, quando chegam a Lisboa, desatam a cortar no pouco que temos.
E vão lá agora ao beija-mão, senhores políticos regionais!

Agência do Tua é um vassalo da EDP

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Começaram as atividades da Agência Para o Desenvolvimento do Vale do Tua, nome pomposo para uma agência funerária que vai sepultar um dos vales emblemáticos do Douro. E começaram com as piores notícias, pela voz do seu responsável executivo, um tal Silvano de Mirandela, que foi outrora Presidente da Câmara até que a EDP lhe acenou com o lugar que agora ocupa. Pois o que diz o Senhor Silvano: que o plano de mobilidade para a linha do Tua, e que envolve a subida maluca de 100 metros pela barragem acima, seguida de uma viagem de ferry até Brunheda, local onde o viajante (se sobreviver até ali) tomará o comboio até Mirandela, está em risco de não se concretizar dado que os custos da obra ascendem a 75 milhões (sem as derrapagens), dos quais a EDP só comparticipou com 10. O restante está dependente de dúbios fundos europeus.
Ficamos assim a saber que a empresa que vai destruir a linha-férrea desde o Tua a Mirandela, a EDP, não a vai reconstruir mas somente comparticipar em 13% a reconstrução de parte do troço.
Ficamos também a saber que esta Agência do Tua é um vassalo da EDP, e que António Mexia é o patrão de Silvano, Cascarejo, e afins.
Patrão, dono e senhor.

SOMAGUE quer 100 milhões

Se o Estado não pagar à Somague esta quantia de 100 milhões de Euros, a título de indemnização pelas paragens na obra da A4 (Amarante / Vila Real), a empresa recusa-se a continuar com a obra. O próprio Secretário de Estado das Obras Públicas já veio a terreiro, num ato de fraqueza intolerável, confessar a sua convicção de que, muito provavelmente, a obra não poderá prosseguir. A Somague queixa-se, e lá terá as suas razões. Mas não terá tantas que justifique a paragem. E porquê?
Porque o Estado já adjudicou à Somague, ao longo dos últimos anos, biliões em obras, que sempre pagou. A Somague é o que é hoje graças ao Estado português que, durante anos a fio, lhe entregou um manancial de empreitadas. E nem sempre foram executadas pela Somague com o rigor que se lhe exigia, como foi o caso do Porto de Pesca de Vila Praia de Âncora, obra marítima de execução vergonhosa, que destruiu a beleza de um lugar paradisíaco com erros que magoam o olhar de quem o olha. Aqui, por exemplo, a Somague não se lembrou de ressarcir o Estado pela péssima construção que executou, ao arrepio de todas as regras, bem como pela destruição da beleza daquela pequena vila minhota!
A somar a esta falta de respeito por quem sempre foi cliente generoso e com as contas em dia, o Estado, está a atitude de fraqueza do Sr. Secretário de Estado só pode abrir as portas para que haja todas as desculpas e mais uma para que a obra não se conclua.
Só nos saem destes governantes que borram as cuecas ao primeiro problema.

Assunção Cristas vai dedicar-se à agricultura

Não sei se a notícia é verdadeira, o mais certo é não o ser, mas este seria o desejo dos agricultores portugueses quando a ouviram dizer que “não há desemprego, porque falta muita gente para trabalhar na agricultura”.
Todos sabemos que a senhora doutora sabe pouco, é inexperiente, e o seu currículo não ultrapassa a da militância devotada ao seu CDS/PP. Mas, como governante que é, e para mais da pasta da Agricultura, devia ter o mínimo de conhecimento do que é a vida de um agricultor. Torga já dizia que ninguém é “gente”, se não tiver escrito um livro, feito um filho e plantado uma árvore. Não sei da vida da Srª Ministra, mas acho que nunca plantou, sequer, um ramo de salsa. Sabe lá ela o que é ser agricultor num país que considera o trabalho como um crime! Que penaliza o trabalho braçal como fosse coisa de pré-históricos! Que asfixia com impostos e taxas quem trabalha!
Mas haverá alguma alma que, com o juizinho todo, se meta a investir em Portugal? Ainda por cima na agricultura?
Esta mania de mandar os outros trabalhar, é um hábito comum a quem nunca fez nada.
Passos Coelho, manda-nos emigrar. Esta manda-nos pegar na sachola. Se não fizermos nem uma coisa nem outra, somos piegas.
Ora valha-a Deus, Drª Assunção!

Assunção e os computadores dos deputados

Eis outra Assunção, desta vez e de seu nome, Esteves, digníssima Presidente da Assembleia da República, reformada aos 42 anos mas que irá assinar a legislação que manda a reforma dos portugueses para os 67 anos, que fez um apelo aos jornalistas de serviço na Assembleia da República, para que não filmassem os ecrãs dos computadores dos senhores deputados. Alegou questões de privacidade, de invasão intolerável no mundo íntimo de cada um, justificando assim o seu pedido.
Pois eu concordo perfeitamente com ela. E vou mais longe: acho que os senhores jornalistas, se querem ver filmes pornográficos, jogos de futebol e afins, que o façam nos seus computadores e não nos dos senhores deputados.
Depois, não há direito que os jornalistas devassem a privacidade dos deputados, quando estes conversam no Facebook e no Twiter com os amigos.
Ao fim e ao cabo, a Assembleia da República é o símbolo da democracia, e deve constituir um exemplo para os cidadãos que assim, ao saberem a que se dedicam os senhores deputados, podem aprender maus hábitos.

Douro Sul e a Porto Canal

Termino com uma boa notícia. O Porto Canal, estação de televisão que está a constituir uma caso sério nos média portugueses, e talvez a única que entenda que Portugal não se resume a Lisboa (ou ao Porto), para além de já ter estabelecido filiais em muitos pontos do Norte do país, também está a providenciar no estabelecimento de protocolos com os municípios, a fim de lhes dar voz e a noticiar o que se passa por este interior ignorado.
Para já, estabeleceu um dos primeiros protocolos com os municípios do Douro Sul, que vai permitir a que uma das regiões mais esquecidas de Portugal comece a ser conhecida e conte os seus problemas, e também divulgue o que de muito bom tem para oferecer.
Num país cada vez mais centralizado e doente com a esquizofrenia da capital, trata-se de uma lufada de ar fresco na forma como se entende a comunicação social.
O Porto Canal, é justo dizê-lo, está a fazer mais pelo Norte do país do que a RTP, que é pública e paga por todos nós. Mais do que os nossos agradecimentos, os nossos parabéns à lucidez da nova gestão daquela Estação, agora gerida por Júlio Magalhães.

(apesar de não concordar com o novo AO, o autor escreve segundo as suas normas porque entende que a lei é para se cumprir, e por não alinhar na bandalheira em que este assunto se transformou)

Por Francisco Gouveia, Eng.º
gouveiafrancisco@hotmail.com

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