O Semanário de Trás-os-Montes e por excelência da Região Demarcada do Douro
Notícias do Douro Notícias do Douro
Notícias do Douro
[ Inquéritos ][ Fórum ][ Farmácias ][ Futebol ][ Agenda ][ Tempo ][ Pesquisa ][ Assinaturas ][ Publicidade ][ Ficha Técnica ]Subscrever RSS RSS
Edição de 03-09-2010
Pesquisa
Livro
Alto Douro Vinhateiro Alto Douro Vinhateiro Versão Inglesa
 

Arquivo: Edição de 05-02-2010

SECÇÃO: Região

Na inauguração da exposição “Faina Fluvial no Douro”

Presidente do Instituto dos Museus e da Conservação Exorta à Criação de Rede Regional de Museus

foto
A inauguração da exposição “Faina Fluvial no Douro”, contou com a presença do Presidente do Instituto dos Museus e da Conservação, Prof. Doutor João Brigola, que se confessou “surpreendido” com o projecto Museu do Douro e exortou à criação da rede regional de museus do Douro, desafio que vem de encontro à estratégia seguida pela Fundação Museu do Douro.
O Museu do Douro inaugurou na passada sexta-feira, dia 29, a exposição “Faina Fluvial no Douro”, integrada na grande exposição de 2010 “Rios Douro”, cerimónia que contou com a presença do Presidente do Instituto dos Museus e da Conservação, Prof. Doutor João Brigola. Nesta sua primeira visita ao Museu do Douro, João Brigola não escondeu a surpresa perante o projecto: “Tudo o que vi agrada-me muito, até do ponto de vista estético. Toda esta cenografia é muito apelativa. São espaços onde apetece vir”, sublinhou.
Para este responsável, o Museu do Douro é um projecto “diferenciador” a nível nacional. “Sempre me interessei muito por este projecto, pelo facto de ter sido um museu criado pela Assembleia da República, um facto único muito original, mas também pela ligação de tudo isto à própria região Património Mundial e pelo próprio modelo de gestão, que também é muito original”, sublinhou.
Na cerimónia de inauguração, João Brigola defendeu a criação de uma rede regional de museus na região do Douro, à semelhança do que já acontece, por exemplo, no Algarve: “Faz todo o sentido haver uma rede regional, uma reserva única, um só serviço de conservação e restauro, um só serviço educativo... Temos que ter noção de que os recursos são escassos e que não faz sentido dispersar, é uma questão de sustentabilidade”, sustentou. “É o que temos vindo a defender e a lutar para instituir”, concordou Fernando Maia Pinto, director do Museu do Douro.
Na opinião de João Brigola, na futura rede regional, o Museu do Douro “deve ser o pólo agregador de outros museus”, oferecendo serviços diferenciadores, como é o caso da Conservação e Restauro que já está em funcionamento na estrutura museológica. “Não são muitos os museus que têm um serviço de conservação e restauro próprio por várias razões: porque é caro, porque é uma estrutura pesada, porque envolve custos fixos elevados. Os museus que têm conservação e restauro, têm que ter consciência que devem rentabilizar o serviço o mais possível. A prestação de serviços a outros museus é importantíssima”, sublinhou.
Na sua passagem pelo Museu do Douro, João Brigola anunciou que o Conselho Nacional de Cultura vai reunir pela primeira vez ainda este mês de Fevereiro para a avaliar a inclusão de mais nove museus na Rede Portuguesa de Museus, que inclui cerca de 120 estruturas. Esta é aliás uma pretensão do Museu do Douro, que está já a preparar uma candidatura para integração nesta rede nacional, estando para breve o início do processo de acreditação.

“Faina Fluvial no Douro”
A nova mostra, “Faina Fluvial no Douro”, prolonga-se até ao dia 5 de Abril de 2010 -- “Rios Douro” continuará numa espécie de working in progress até 25 de Abril de 2011 --, tendo nascido com o objectivo de apresentar uma visão estética sobre o rio Douro, através de um conjunto de obras que cinco artistas plásticos apresentaram no âmbito de um concurso da Escola de Belas-Artes do Porto, a saber: Amândio Silva, Augusto Gomes, Guilherme Camarinha, Júlio Resende e Sousa Felgueiras.
foto
As obras destes cinco artistas patentes no Museu do Douro não se referem apenas ao rio, mas também à Região do Douro. O Douro passa de registo documental a cenário pitoresco ou de costumes, para ser representado em grande escala sob a forma de pintura e de gravura. O Douro acentua-se como um lugar de evocação de memórias, com o objectivo de criação de geometrias ou de experiências cromáticas.
Tudo se projecta no Douro: memória de uma natureza primordial, documento da dureza do trabalho, hino à infinita capacidade do homem para vencer os obstáculos, lugar de nostalgia, imagem comercial, tema pictórico, valor patrimonial e paisagístico, destino de lazer. Acima de tudo, lugar de todas as representações e de uma permanente construção de mitos.
No contexto das representações do rio, esta exposição não podia deixar de evocar “Douro Faina Fluvial,” de Manoel de Oliveira, obra maior do cinema português, à qual não será também alheio o tema escolhido para o concurso da Escola de Belas-Artes do Porto, realizado em 1962. Este filme é projectado numa das paredes do 1º andar da sala de exposições do Museu do Douro, onde decorre a exposição.
Apresentado em 1931, o filme “Douro Faina Fluvial” ficou registado na história do cinema como um documentário sobre o trabalho, o rio e a cidade do Porto. Manuel de Oliveira e o seu filme pairam assim sobre esta exposição, sobre o seu tema e sobre o seu lugar de acolhimento, a cidade de Peso da Régua.

A História do Jornal
Colaboradores
Douro / Rio
Concelhos
Oportunidades
Roteiro
Transmontanos / Durienses +
Adegas +
Informações Úteis
[Utilidades]
[Outras Notícias]
O Meu Jornal
Última Hora
Notícia Importante
(C) 2005 Notícias do Douro - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
Design: Notícias do Douro. Email do Jornal: noticias.do.douro@iol.pt