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Arquivo: Edição de 28-02-2007

SECÇÃO: Opinião

Maria José Morgado : - filha de Transmontanos

1.Maria José Morgado transformou-se, nos últimos tempos, num dos rostos mais temíveis da magistratura portuguesa. A sua frontalidade, coragem e competência, trouxeram-na para as primeiras páginas. E, como teve a coragem de chamar os bois pelos nomes, mormente nos domínios do lideres do «sistema» do futebol, muito boa gente a aplaudiu e continuará a aplaudir, se – como se espera – levar a julgamento os tubarões desta sociedade que tão confusa anda.

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As virtudes que adornam esta ilustre cidadã identificam-se com o carácter transmontano. E essa legitimidade existe porque, embora ela tenha nascido em Malange (Angola, há 56 anos), é filha de um casal de transmontanos que ainda vivem em Lisboa. Seu pai: Acácio Augusto Morgado, nasceu em Carlão, concelho de Alijó. Entrou no Seminário de Vila Real no ano lectivo de 1933/4 e, após alguns anos, foi trabalhar para Angola, sendo apanhado pelo 25 de Abril, como Administrador de Posto, em Nuambuangongo. Casou Acácio Morgado com Joaquina Rodrigues Capelo, natural da freguesia de Salto, do concelho de Montalegre. Tudo porque, à boa maneira desses tempos, acompanhou seu irmão, Padre Vital Capelo, quando este foi nomeado pároco de Carlão. Aí se conheceram e casaram. E desse casamento nasceu Maria José, a tal mulher de armas que teve a coragem de fazer frente aos cabecilhas do chamado «apito dourado».
De acordo com o Procurador Geral da República, até ao próximo verão, estará concluída a fase instrutória desse complicado e mediático processo, que tem incomodado «muita gente fina». A ela foi confiada a difícil tarefa de proceder às averiguações que libertarão alguns, mas que certamente, vão implicar outros. O país precisa, como do pão para a boca, de ver esclarecida muita coisa que contaminou o espírito da sociedade portuguesa. Aguardamos com natural curiosidade por essa clarificação.
O que pretendemos salientar nesta crónica é o facto de ser Maria José Morgado filha de transmontanos. O pai bebeu no Seminário de Vila Real a seiva dos princípios éticos que modelam a cidadania. A mãe, oriunda de uma família tradicional de Barroso, foi, igualmente, fertilizada por essas virtudes que transparecem, por hereditariedade, seja na filha, seja no irmão, o Padre Vital Capelo que nasceu há 96 anos em Salto. Foi um dos primeiros alunos do Seminário de Gralhas, (em 2/11/1922). Aí fez os três primeiros anos de preparatórios, transitando, em 1925, para o Seminário de Nª Senhora da Conceição, em Braga, aí concluindo a teologia (em S. Barnabé), em 19/7/1933. Ordenado em 1934, começou por paroquiar a freguesia de Canedo (Ribeira de Pena). Em 1939 foi transferido para Sedielos. E, tempos depois, para Torgueda e Carlão, até 1949, onde começou a «história de vida» de Maria José Morgado, pelo facto de aí se conhecerem os pais: Acácio e Joaquina. O Padre Vital suspendeu o sacerdócio entre 1949 e 1975. Casou, constituiu Família, foi trabalhar para Angola e regressou por alturas da descolonização. Requereu o regresso ao exercício religioso, foi-lhe concedido e é, desde há vários anos, capelão do Hospital da Régua. Uma enciclopédia de saber feito, uma referência obrigatória, um exemplo de Barrosão que constitui motivo de orgulho para aqueles que nasceram nas Terras de Leonor Alvim e adoptivas de Nuno Álvares Pereira (inspiradores da poderosa Casa de Bragança). Maria José Morgado tem, pois, profunda ligação a Barroso.

2.Também os mediáticos irmãos Ricardo e José Sá Fernandes (ambos advogados), nascidos e residentes em Lisboa e, nos últimos tempos, mediatizados pelo caso Bragaparques, estão ligados a Trás-os-Montes. É que Maria Cristina, natural de Oura, perto de Vidago (concelho de Chaves) casou com o Engº químico, Carlos Lello, natural do Porto, fixaram residência em Lisboa (Av. de Roma) e aí nasceram o «Condestável» Ricardo (com 52 anos) e o José (com 48), conhecido pela alcunha de «Rato Sábio». Ambos militaram na esquerda revolucionária. O Ricardo foi o melhor aluno do seu curso. Foi Secretário de Estado 77 dias, pela mão de Pina Moura. Defende Carlos Cruz no processo Casa Pia. O José que acabou o curso com 12 valores na «faculdade onde quase não pôs os pés, preferindo apostar nas orais», (ver Sábado 146), foi eleito pelo BE, na Câmara de Lisboa, onde tem causado muitos «estragos» no executivo liderado por um neto do Marechal Carmona, também oriundo de Chaves. Sempre os Transmontanos na rota das causas mais mediáticas da nossa história democrática.

Pelo Dr.
Barroso da Fonte

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